quarta-feira, 22 de março de 2017

A casa

O que sinto,
é que a calha
da casa velha
está oxidada
mais por dentro
que por fora.
O que acontece
de fato
é que
tudo está
enferrujado.
Desde a maçaneta
da porta
até a senhora
a se embalar
na cadeira
de balanço.


quarta-feira, 1 de março de 2017



Tenho o mar como parceiro
livre como vento, é romanceiro,
traz cartas jogadas à ele.
Busco a razão na minha pele.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017



Não, eu não escrevo
Eu soluço.
Soluço paisagens,
De onde queria estar
Conhecer,
Amar e voltar.
Gostaria
Que estes soluços
Fossem reais
E desse vida
Às minha palavras.


sábado, 21 de janeiro de 2017

Preso




Hermético
fico assim
fechado em mim
ninguém mais entra
nas minhas palavras...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Fina linha

Linha tênue que separa
o novo do velho,
o vivo do morto,
e o espírito da alma.

Linha grossa encontra um verso
ou o verso encontra uma linha grossa
não importa! O que é importante
Está guardado, aguardando.

E eu me resto aqui sonolento,
quase indo para minha choupana,
onde não entra ninguém,
nem o galo pra acordar o dia.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

ventos





E isso de ficar rolando
Na areia, como criança
Já deu, afugentando
O infante sem esperança.



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Soneto de Julho

Não venho falar de coisas bonitas
A minha tentativa inata é pensar
Para além das palavras benditas
Rimas que poderão te fazer corar
                                                                     
Eu venho falar de duras verdades
Guardadas no silêncio maldito
Em que se esconde nossa Sociedade
Sem espaço para o amor distinto

Fala mansa não trará luz alguma
Por isto tenho por sonho te falar
Palavras de porrete na testa tua

Nua, lânguida solta pela cama
Tua sofrência de realidade
Virá com a idade e com a dor que clama


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

...

O que iremos dizer
não importa.
Mais vale abrir a porta
do nosso ser.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Clamor

Tenho ido cada vez menos
talvez eu devesse voltar mais
tudo cheira a antiguidade
com o farfalhar num cortejo.
Aquele banco era nosso,
a praça, os sons, os cheiros...
tudo nosso, até que a vida
te levou, jogando-me na
solidão dos costumes.
Aquele banco que era nosso
guarda agora outros casais
mas eu o visito de quando em vez,
em uma lista de umas dezenas.
Foi o que restou, e não reclamo!
Apenas cuido dos lugares
de onde fui feliz ao lado de que
eu amei, e ainda amo.
Clamo!






segunda-feira, 18 de julho de 2016




A solidão veio me visitar e ficou.
Aderiu às paredes, 
Teceu meus lençóis,
E tatuou seu nome em mim.




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