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terça-feira, 29 de julho de 2014

Tenho medo de gente




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Quero me levar
junto
aos meus sonhos
aos meus medos
e anseios;
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Para longe
ou perto,
não importa!
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Desde que encontre
meu lugar,
onde possa ser.
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Nada a mais.



quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Encontro

Um frio na barriga aponta a ansiedade

A saudade de conversar e te olhar

Não afugenta o medo da impotência

De te ter uns minutos ao meu lado, na minha frente


O tempo passa lento nessas horas

Esperar não é pra todos algo sem importância

A ânsia come pelos pés, e tu não chegas

Ao contar dos segundos, pra te ver defronte.


Um remédio poderia ajudar, respirar, meditar...

Mas o Tempo, os segundos, o tempo, tic tac

Cada martelada no meu estar ali sentado

Tomando café enquanto não chegas.


O atraso já passa dos sete segundos

Ao badalar dos sete minutos irei embora

Não vens neste tempo de angústia

Vou-me com a boca do estômago a doer.


Não, não sou ansioso, as pessoas que atrasam

O tempo amarga o fel de ser

E o meu relógio interno é bruto

Vou pra luta de luto, adeus!



Cristiano Melo, 17 de Novembro de 2009.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ansiedade

Queria lhe por no colo,
Afagar seus cabelos louros
E fazer sumir seus receios.

Queria lhe contar cantigas
Melodias antigas
Ninar seu peito soluçoso.

Queria ser o que queria
Mas não posso
Não posso
Posso?

Impermanência, apego e medo da morte
Mistura da bomba atômica
Que explode em nossos anseios.

Ansiedade não leva a lugar algum
Além de sofrimento
E bum!

Há esperança?

Cristiano Melo, 09 de Julho de 2009.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ânsia solitária


Afogo-me em cigarros
A solidão e a ansiedade
Corroem ácidas
A roupa do rei.

Café, vinho, água, cigarros...
Noite insone
Virada pelo avesso
Nas cobertas do palácio.

Dragões para caçar
Salvar belas donzelas
Dar pão ao povo faminto
Atos heróicos de um narciso rei.

Desconstruo-me dessas fantasias
Não é carnaval, é vida tamponada
Viver na frágil ânsia de ser feliz
Enquanto a morte chega a todo instante.

Pura alergia da solidão,
Não há nada além de desconforto
Se não se aceita como se é
Um ser solitário e humano.

Cristiano Melo, 11 de Junho de 2009.
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