sexta-feira, 16 de setembro de 2016

...

O que iremos dizer
não importa.
Mais vale abrir a porta
do nosso ser.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Clamor

Tenho ido cada vez menos
talvez eu devesse voltar mais
tudo cheira a antiguidade
com o farfalhar num cortejo.
Aquele banco era nosso,
a praça, os sons, os cheiros...
tudo nosso, até que a vida
te levou, jogando-me na
solidão dos costumes.
Aquele banco que era nosso
guarda agora outros casais
mas eu o visito de quando em vez,
em uma lista de umas dezenas.
Foi o que restou, e não reclamo!
Apenas cuido dos lugares
de onde fui feliz ao lado de que
eu amei, e ainda amo.
Clamo!






segunda-feira, 18 de julho de 2016




A solidão veio me visitar e ficou.
Aderiu às paredes, 
Teceu meus lençóis,
E tatuou seu nome em mim.




segunda-feira, 4 de julho de 2016

Um casal



Uma luz trêmula e fraca,
Dava ar sombrio ao beco
Onde passeava um casal.

Sem maiores originalidades,
Um vulto surge, e depois mais um
E outro, enfim um grupo.

O casal para e tenta voltar
Mas o beco os fechava.
Sabe Sina!? Covardia.

Muitos socos e pontapés
Nos apaixonados,
Agora ensanguentados.

Em meio ao sangue derramado
Os dois, antes de partir,
Ainda conseguem ouvir:
Morre, seu viado!



quarta-feira, 11 de maio de 2016

Sobre ti





Se eu te escrevo
arranco-te do meu peito
sem salva-vidas.
Tomo um espumante
como remédio
o que não se remedia.
Vou deixar-te
fora daqui,
é uma decisão sábia.
As bolhas na taça
parecem contigo
sobe, estoura e pronto.
Quero minha alforria
bebo mais um gole
deixo-te à própria sorte.



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