Amanheço com uma certa alegria suave.
Poder-se-ia dizer que o dia iria ser alegre.
Afazeres matinais corriqueiros e o entrave.
O ponteiro do relógio na cabeça e a febre.
O dia ensolarado com pássaros cantantes
Pela sacada, no jardim, vejo os transeuntes
Gosto amargo na boca da sutura na alma,
Que abre por não estar cicatrizada, calma!
Não gosto de “quês” nem de “quandos”.
Palavras com o Tempo revolvem o dia.
Vem a ser então mais um dia em prantos.
Não gosto de “porquês” nem de “quantos”
A alegria natural fenece numa agonia,
Que num salto da sacada termina.
Cristiano Melo, 07 de Agosto de 2010.