Quero o sopro mais sutil,
O sussurrar ao ouvido
De palavras que sorriem.
Quero o olhar mais puro de quem,
Ao afagar minhas costas, servil,
Acalma meu coração em prurido.
Quero o toque mais suave,
Da mão terna e afável,
Que me torna humano.
Quero respirar o ar saudável,
Do cheiro de sua escrita frase
Ao me deitar mundano.
Quero o gosto do gozo,
Ao provar com minha língua,
O suor que lhe escorre a pele.
Quero o desejo frondoso
Do que se sente sem míngua,
Outros sentidos desconhecidos da plebe!
Cristiano Melo, 12 de março de 2009.