segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Interlúnio

imagem de American Horror Story, FOX 




Coligia chorrilhos de contrição
Lançados aos ladrilhos macambúzios.
Compungir-se de feitos, ora não!
Quebrantar tinos ditosos, ora vazios!

Amedrontado por fantasmas,
Por humanos, por micro-organismos,
Por células, genes, enzimas...
Regozijava-se em pular abismos.

Ciclo ininterrupto da vida é
A raiz de seus infortúnios.
Interrompida fosse, como em interlúnios,
Poder-se-ia caminhar com o próprio pé.

Parar ou continuar, eis aqui um impasse!
Se vais ou não sustentar suas escolhas
Malditas ou não, seria bom que chorasse
Pela sórdida mão estendida cheia de bolhas.

Pudesse fugir, para onde iria?
Vermes acompanham de perto
A hora de refestelar-se com alegria
Daquela alma perdida por certo.

Pudesse gritar, quem ouviria?
A família pronta para te internar?
Ou o cachorro lambendo a virilha?
Nada que faça irá modificar.

Pudesse morrer, morreria.
Sem o tempo no teu calcanhar
Nem a lembrança da selvageria
Que é tentar o outro aceitar.



Passo!


2 comentários:

  1. Poema denso, tenso...mas lindo, verdadeiro! Beijo enorme !

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  2. Vim relembrar! Muito bom ler de novo! Bjs!

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