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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Óbice à Democracia




Temos alegria em óbice
Orbita-nos o silêncio!
Não há trégua de idiotice
Na sandice d’um juvêncio.

Torta d’agremiação,
Toda uma nação perplexa,
Por fatos d’uma complexa
Urbe viúva em negação.

Derrubar os obstáculos
Restauraria a alegria...
Da tamanha covardia
Lançada por seus tentáculos.



segunda-feira, 6 de abril de 2009

Brasis

País de distintos contrastes
Ora discreto, ora exasperante
Diferenças advindas da colônia
Consolidadas por relações de poder.

A mistura de raças
De religiões, culturas e economia
Cria-se o que se chama brasileiro
Do solitário ao coletivo formigueiro.

Das raças, as multicores
Das religiões, o sincretismo
Das culturas, uma bagunça
Da economia, um abismo.

Terras continentais a perder de vista
Conhecer o Brasil é tarefa difícil

O pouco que se pode, desvela brasis
Vários povos em um, utopia servil!

Se o povo é brasileiro
As diferenças denunciam o plural
Insistem na mídia: povo feliz e faceiro

Quando das normas vigentes e a moral
Surgirá alguém que grite:
Não somos uma nação!
Quem sabe uma população?!
Não!

Somos diversos brasis
Com aceitações servis
Do hino nacional: “...amor febril...”

Febre, cegueira e pasmaceira
O Brasil é Brasis.


Cristiano Melo, 28 de março de 2009.
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