Pulcro Cavaleiro da armadura dourada
Musa encarnada descida do Olimpo,
Relva verde que aos dois arqueia.
Letras amalgamadas em diálogos sagrados
Mortal algum ousaria,
Desconfortar tal encantamento.
Nada mais sagrado na estória que o Amor,
Ainda mais entre seres de tal porte.
Que a vida se encarregou de sorte
A um Cavaleiro e a uma Deusa dispor.
Fadas sairiam dos quatro ventos,
Duendes flechas invisíveis arqueariam,
Humanos leais, barricadas construiriam.
Para velar o sono dos dois sedentos.
Flores brotarão,
Rios transbordarão,
Fios de seda tecerão,
A sagrada trilha tornada real.
Na nobreza da segurança do Cavaleiro,
Deita a suave mão inspiradora da Musa,
Na etérea aparição criativa
A lança de letras é empunhada.
Constroem-se castelos
De sonhos,
De fantasia,
E de realidades afetivas!
E, aos anjos, querubins e outros seres,
Resta o cântico louvado:
Sejam felizes!