Somos um coletivo de trinta e dois.
De cristais nossas cores dependem,
Se amarelos ou brancos somos, pois!
Antes de nós, vieram vinte pequenos,
Brancos da cor de leite materno,
Menores um tanto e já suportavam benzenos...
Alguns fraquejavam pois não se era eterno.
Em conjunto trabalhamos, funções determinadas.
Na ausência de um, algo se perde do grupo,
Infortúnio de aportes e existências alteradas.
Passa-se a buscar a harmonia, mesmo no luto
Sorriso da boca cheia de dentes abafada:
Somos seus dentes, trinta e dois, impoluto.
Cristiano Melo, 04 de Novembro de 2008.