
É o soberano em seu mundo de bares brasilienses,
Desenvolto, passeia entre seus súditos consumidores
De sua arte com traços e cores pintada
E estórias de realidade triste e alegre contada!
Yalovich é pelos mais antigos lembrado,
Novo nome ganho e carimbado em suas telas:
Traço azul! Explicações do soberano:
Gosto da cor e do nome: traço azul...
Da boca cansada e desdentada, brota o sorriso
E, de mesa em mesa, reconhecido e acolhido,
Suas telas são bem aceitas pelos notívagos
E expostas nas paredes do povo erudito.
Privilégio de poucos, tomar goles sagrados
Com o soberano já cansado,
Conversa boa garantida nas noites de Brasília,
Artista, amigo, rei, outros tantos adjetivos
Que a ditadura
Não conseguiu diminuir
Com a tortura.
Sequelas num fluir.
Hip hip, hurra,
Yalovich,
Traço azul,
O milico morre esquecido
Enquanto a Tua História é perenizada.
Cristiano Melo, 21 de Março de 2009.