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domingo, 22 de março de 2009

Traço Azul


Yalovich no Beirute em 2008.


É o soberano em seu mundo de bares brasilienses,
Desenvolto, passeia entre seus súditos consumidores
De sua arte com traços e cores pintada
E estórias de realidade triste e alegre contada!

Yalovich é pelos mais antigos lembrado,
Novo nome ganho e carimbado em suas telas:
Traço azul! Explicações do soberano:
Gosto da cor e do nome: traço azul...

Da boca cansada e desdentada, brota o sorriso
E, de mesa em mesa, reconhecido e acolhido,
Suas telas são bem aceitas pelos notívagos
E expostas nas paredes do povo erudito.

Privilégio de poucos, tomar goles sagrados
Com o soberano já cansado,
Conversa boa garantida nas noites de Brasília,
Artista, amigo, rei, outros tantos adjetivos

Que a ditadura
Não conseguiu diminuir
Com a tortura.
Sequelas num fluir.

Hip hip, hurra,
Yalovich,
Traço azul,
O milico morre esquecido


Enquanto a Tua História é perenizada.

Cristiano Melo, 21 de Março de 2009.




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