Um frio na barriga aponta a ansiedade
A saudade de conversar e te olhar
Não afugenta o medo da impotência
De te ter uns minutos ao meu lado, na minha frente
O tempo passa lento nessas horas
Esperar não é pra todos algo sem importância
A ânsia come pelos pés, e tu não chegas
Ao contar dos segundos, pra te ver defronte.
Um remédio poderia ajudar, respirar, meditar...
Mas o Tempo, os segundos, o tempo, tic tac
Cada martelada no meu estar ali sentado
Tomando café enquanto não chegas.
O atraso já passa dos sete segundos
Ao badalar dos sete minutos irei embora
Não vens neste tempo de angústia
Vou-me com a boca do estômago a doer.
Não, não sou ansioso, as pessoas que atrasam
O tempo amarga o fel de ser
E o meu relógio interno é bruto
Vou pra luta de luto, adeus!
Cristiano Melo, 17 de Novembro de 2009.