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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Encontro

Um frio na barriga aponta a ansiedade

A saudade de conversar e te olhar

Não afugenta o medo da impotência

De te ter uns minutos ao meu lado, na minha frente


O tempo passa lento nessas horas

Esperar não é pra todos algo sem importância

A ânsia come pelos pés, e tu não chegas

Ao contar dos segundos, pra te ver defronte.


Um remédio poderia ajudar, respirar, meditar...

Mas o Tempo, os segundos, o tempo, tic tac

Cada martelada no meu estar ali sentado

Tomando café enquanto não chegas.


O atraso já passa dos sete segundos

Ao badalar dos sete minutos irei embora

Não vens neste tempo de angústia

Vou-me com a boca do estômago a doer.


Não, não sou ansioso, as pessoas que atrasam

O tempo amarga o fel de ser

E o meu relógio interno é bruto

Vou pra luta de luto, adeus!



Cristiano Melo, 17 de Novembro de 2009.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Angústia


Aloprado na indulgência fominha
Farto na ira de ser gente
Umbigo que devora a todos.

Respeitar o outro é quimera zaróia
Não enxerga bem nem sua gola
Tropeça e tropeça e tropeça...

O caminho curvo leva a círculos
Preso no labirinto de si
Não chega a nenhum fim.

Morre cego, nasce sem olho
Humanidade besta sem graça
Joguem logo uma bomba e me esqueça.

Vou ser bicho na próxima...

Cristiano Melo, 09 de Julho de 2009.
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