terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Fumaça
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Estranhos conhecidos
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Realidade
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Prateleira - amores solúveis
REPUBLICAÇÃO
Devastado na prateleira de um açougue
A formação romântica distorce a realidade
Busca frenética pra aliviar a solidão
Exposto na boutique de carnes inválidas.
Não se pode ser feliz sem estar entregue
Não se vive solitário, pura vaidade
Sentimentos torpes que não passam pelo coração
E a bunda na janela pra mãos sórdidas.
Inadequado e assustado
Dir-se-ia alma penada
Hipócrita e desleixado
Falar-se-ia carne condenada
Escolhas diversas,
Inúmeras oportunidades,
Humano engarrafado
Pasteurizado na prateleira.
Romper com o marasmo aprendido
De se apaixonar para viver
Pois estar só é o mesmo que morto
Garantir-se-ia um lampejo de consciência.
Escolhido e encolhido
Feliz e fodido...
Ou se enxerga como ser que é,
Ou pereça como carne na prateleira
Coberta de moscas esfomeadas
E o romantismo não lhe salva a alma.
Seja,
Esteja,
Só.
O coração clama
Entregue-se a ele,
Pois ninguém lhe leva flores
Além de você mesmo!
Os românticos são estéreis de sentimento.
Cristiano Melo, 14 de Maio de 2009.
sábado, 5 de junho de 2010
Realidade
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Canção da repetição
A repetição, a repetição...
Ativa negação,
Passiva relação e tantos “ãos”
Faz nascer esta canção.
Não, eu não quero seu peito
Sem leite para chupar veneno.
Não, eu não quero seu colo
Com espinhos para furar meu lenho.
Não, eu não quero sua culpa
Disfarçada de remorso cristão.
Repete anda repete
Caminha repele caminha
Choca o ovo da serpente
Aduba a erva daninha.
Acredita, é verdade, de tanto repetir
Que a realidade não vai lhe tocar.
Sim, as escolhas foram feitas
No chapisco do muro de cimento.
Sim, a cama foi desfeita
No momento da brecha pela fechadura.
Repete anda repete
Sem caminho anda e repete
Repete, anda!
E acredita na sua verdade.
Louca e demente realidade,
A mentira é a verdade.
Pura e simples,
Dura e simples.
Duelo da canção
Quem tem razão?
Realidade ou verdade?!
Acredite no que lhe couber.
Cristiano Melo, 28 de Outubro de 2009.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Sonho e Realidade

domingo, 26 de abril de 2009
Sentimento e Fantasia
A fragilidade do ser cria quimeras fáceisSonhos que acalentam o solitário ser
Ensimesmado na segurança do cobertor
Escaldado, marinado, assado e cozido!
Encontrar alguém que aparece com anéis
Confunde e encanta o alvorecer
Sentimentos precisam de tempo ou vem a dor
Ou se lançar sem chão ao desconhecido.
Da fantasia que se mostra gentil
A costumeira dificuldade em acreditar
Transformar em realidade sem apego
Acuidade intuitiva juramentada.
Sofrimento gerado pela excitação
Emoções misturadas no cerne do sentimento
Labaredas sólidas que exalam paixão.
Consumar estático o comprometimento
De querer, desejo e imaginação.
Precisa-se para um alicerce vislumbrar qualquer cimento.
Cristiano Melo, 26 de Abril de 2009.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Uma Estória Real
Sofri abusos de várias maneiras, enquanto tinha dinheiro.
O limite de meu saque eletrônico e o que tinha em bagagem,
Foi a minha soltura, após dez horas, sem arma aparente.
O que se falava e se mostrava era o que me mantinha,
Grávidas fumando crack, mulheres chorando de medo,
Homens violentos, ameaças verbais,
Um inferno dantesco e eu paralisado, sendo furtado.
Talvez nunca entenda os motivos que me deixaram ficar preso,
Talvez eu quisesse pagar o bilhete para ver o inferno,
Ou simplesmente ser plateia de teatro tão bem encenado
Que pessoas com um pouco de culpa, se deixam ser levados.
Eu fui conduzido por uma morena, ao inferno na terra,
Tive de pagar para sair, não para entrar,
Tive de me aguentar e sorrir, para não apanhar
Assistir à barbárie humana,
E eu que pensava que tinha dias difíceis,
Hoje olho para minhas cicatrizes na pele...
O que se poderia fazer diferente?
Como se pode ajudar àquelas pessoas no inferno?
Síndrome de Estocolmo?
Ou sentimento de culpa pela vida que levo
E que tentaram levar, e não deixei?!
Fui furtado, sequestrado, abusado, mas solto.
E, as marcas de tudo isto, carregarei em silêncio
Com uma pergunta muito simples:
Por que?
(silêncio dos não inocentes)
Cristiano Melo, 03 de Abril de 2009.

