Mostrando postagens com marcador homem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador homem. Mostrar todas as postagens

sábado, 31 de julho de 2010

Hipertensão

Acordado após um belo sonho
Vira na cama à procura de algo
E encontra o vazio.

Desperto e um arrepio medonho
A cama era um caixão largo
O nada preenchido tardio.

Fora feliz e alegre,
Fizera bons amigos,
Tivera filhos e amante.

Quase não adoecera em febre,
Galgara facilmente cargos,
Poupara dinheiro em conta corrente.

Uma vida simples e comum.
Ser ordinário moldado à sociedade
Nada dele jazia ali, só o corpo.

Começa então a dor de um,
Depois outro e, logo, todos em paridade
Mexeram o inerte ser junto ao trapo.

Trapo em dor que viria a ser o homem,
Desconjuntado como um bebê,
Começaria a aprender a andar.

Teria mais uma chance, dada ontem
Momento em que tentara se conter,
Viveria sua própria vida, não sem sequelar:

Hipertensão!




Cristiano Melo, 01 de Agosto de 2010.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Carrossel de ilusão

Homem adulto composto de alegrias
Tristezas, ilusões, delusões,
Passado, presente e futuro,
Um homem!

Fantasias de um presente seguro
De um carrossel tranquilo a girar
Com seus altos e baixos, ao futuro,
Passado que lhe leva ao mesmo lugar.

Conhecer o mundo, não deixar raízes
Buscar conhecimento, iluminar-se
Reconhecer fatídico seus matizes
Não se apazigua o ferir-se.

Estacas de pés na pueril consciência...

Pauladas de cinto na carne infantil...

Sorriso de dentes quebrados e corpo roxo...

Adulações humilhantes ao carrasco...

Sonhos transformados em pesadelo!

O telhado era o único refúgio,
E, talvez, nunca tenha decido dele,
Passado que congela o presente,
Futuro interrompido com escárnio.

Carrossel de fantasias ardis
De um mundo além-telhado
De uma vida estragada
Crisálida rompida por pura maldade.

Miséria emocional que atinge
Não só a criança, mas todos ao redor
Dificuldades em ser o homem que é
O mais é pura fantasia em carrossel.

Cristiano Melo, 18 de Maio de 2009.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Roda de Homens

No bar a espera do trampo
Estórias contadas em elevado tom,
Dir-se-ia uma disputa do grito mais alto
A fala do falo!

Conversas que de tão extraordinárias,
Parecer-se-ia verdade manipulada
Para ao outro ser mais engraçada
Nova disputa de falas!

Mulheres que ateiam fogo a casa por ciúmes,
Preservativos rompidos e grito da turba:
- Vai ter de casar, nego!
Vizinho que bebe e fala besteira e sai nu
Jogo de futebol, lá se acirra a disputa da fala!

Xingamentos trocados com carinho
Enquanto o relógio não limita a prosa
Roda de conversa animada,
Sem rimas, cantada e falada!

Cristiano Melo, 28 de Março de 2009.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...