Homem adulto composto de alegrias
Tristezas, ilusões, delusões,
Passado, presente e futuro,
Um homem!
Fantasias de um presente seguro
De um carrossel tranquilo a girar
Com seus altos e baixos, ao futuro,
Passado que lhe leva ao mesmo lugar.
Conhecer o mundo, não deixar raízes
Buscar conhecimento, iluminar-se
Reconhecer fatídico seus matizes
Não se apazigua o ferir-se.
Estacas de pés na pueril consciência...
Pauladas de cinto na carne infantil...
Sorriso de dentes quebrados e corpo roxo...
Adulações humilhantes ao carrasco...
Sonhos transformados em pesadelo!
O telhado era o único refúgio,
E, talvez, nunca tenha decido dele,
Passado que congela o presente,
Futuro interrompido com escárnio.
Carrossel de fantasias ardis
De um mundo além-telhado
De uma vida estragada
Crisálida rompida por pura maldade.
Miséria emocional que atinge
Não só a criança, mas todos ao redor
Dificuldades em ser o homem que é
O mais é pura fantasia em carrossel.
Cristiano Melo, 18 de Maio de 2009.
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terça-feira, 19 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
Infancia Interrompida
A dor de existir, de caminhar
Faz-te entupir o sangue de veneno
O pulmão com fumaça malhada
O olhar ao horizonte te consome.
Não te sentes segura, não é menina?
Teus pais te espancam os sonhos
Os vizinhos calam e não te salvam
Para onde fugir e do inferno escapar?
Na forca que te jogam esperar
O pescoço que pende eterno!
Julgada à revelia, de defesa furtada,
Sem sono quando a noite some.
Queres fugir, não é criança fina,
De teus medos e temores bisonhos?
Quem sabe viver em paz no afã
Do divã e poder, finalmente, amar.
Tenho medo por ti, menina do telhado,
Teu predador a espreita diligente,
E o que tentar do contrario é engolfado.
Queria te pegar no meu colo de gente.
No teu sono, inspirar sonho embalado
Da tua infancia extirpada por demente.
Cristiano Melo, 17 de Maio de 2009.
Faz-te entupir o sangue de veneno
O pulmão com fumaça malhada
O olhar ao horizonte te consome.
Não te sentes segura, não é menina?
Teus pais te espancam os sonhos
Os vizinhos calam e não te salvam
Para onde fugir e do inferno escapar?
Na forca que te jogam esperar
O pescoço que pende eterno!
Julgada à revelia, de defesa furtada,
Sem sono quando a noite some.
Queres fugir, não é criança fina,
De teus medos e temores bisonhos?
Quem sabe viver em paz no afã
Do divã e poder, finalmente, amar.
Tenho medo por ti, menina do telhado,
Teu predador a espreita diligente,
E o que tentar do contrario é engolfado.
Queria te pegar no meu colo de gente.
No teu sono, inspirar sonho embalado
Da tua infancia extirpada por demente.
Cristiano Melo, 17 de Maio de 2009.
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