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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

...

O cuidar de si
Começa pelo amor
Vai-se com afeto 



sábado, 18 de setembro de 2010

Misael

Houve um tempo em que acreditava em permanências.
Estava acostumado com o seu sorriso e inteligência em meu dia.
As ricas conversas regadas a café, vinho e transparências
Alegrava a mesmice humana aquartelada na ignorância sombria.

Houve um tempo, sim houve, e agora há outro:
Amadurecer com a impermanência e conhecer o afeto
De fato, efetivo, no qual queremos a alegria de dentro
De fora, ao redor, da partida pra vida de um amigo dileto.

Saber de sua felicidade é ficar alegre.
Ter saudade é confirmar o que se sabia,
O tempo e a distância são apenas uma lebre.

Corre veloz, enquanto a vida torna-se sábia
A vagareza relativa do ser não traz febre
E sim uma brisa suave de tenra alegria.

Voa meu querido amigo!

Cristiano Melo, 18 de setembro de 2010.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Insensatez doidivanas



Laudanizado pela amorfa esfera epigeica
Fálica e acefalina, pusilânime estoico,
Abre asas sobre a jocosa ética
Certame infalível e verborrágico.

Estupefato de sua denegável aleivosia
Rubra a face desmedida em verdade,
Furta da presa a alma lealdada com hipocrisia,
Funesto corteleiro da improvida amizade.

Se clama ao amor o escudável ludibriante,
Grita ao desafeto tal feita doentia.
Horda de palavras melotômicas adiante.

Da responsabilidade não se pode fugir em quantia,
No futuro aguarda a esfinge galante.
Jus alçada da sorte que lhe virá em serventia.


Cristiano Melo, 20 de Julho de 2010.

Torpes Afetos



REPUBLICAÇÃO


Atraio quimeras!
Inspiro doces palavras,
Torpes afetos.

Pensamentos inconsistentes
Criam-se e se fortalecem
Na cabeça dessa fantasiosa medusa,
Cobras ludibriosas!

Imano doenças,
Acaricio doentes,
Enlouqueço!
São permaneço
Com esforço.

Desde infante,
Loucos insanos
Tropeçam em meu carinho,
Parabolica de dementes que me tornei.

Não seria diferente dessa vez,
O mesmo mecanismo:
Aproximação,
Dedicação,
Ilusão,
Traição
Da verdade pirada
Nunca existida...

Ave mentira!



terça-feira, 2 de junho de 2009

Objeto indireto


Esqueço e lembro
Conjugar o verbo certo
Quando mãos me afagam o corpo.

Quisera ser furioso
Agarrar as mãos com as minhas
Perguntar do que esqueci.

Pudera lembrar
No transitivo direto
Na sua pele cortejada.

Massagear o corpo inerte
Objeto direto de meu devaneio
Quando lembro, esqueço!

Cristiano Melo, 02 de Junho de 2009.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A Companheira







puxou ao dono, adora uma rede
Acordado por pesadelos
Grunhidos de proteção ao meu lado
Alma penada?

Minha companheira não latiu
Ela aprendeu a não latir
Mas grunhiu ao escuro do quarto.

“Que foi Chica?”, perguntei sonolento.
O Gr dela deu lugar a abanadas de rabo
E o focinho na minha cara.

“Que foi Chica?”, alisei seu focinho gélido
Rabo alegre a me cortejar
“Querida, vá dormir”, afaguei seu crespo pelo.

No entanto voltou a rosnar
Nada no escuro
Talvez tudo, vai saber...

A certeza que tenho
É de ter uma companheira
Capaz de devorar dragões em meus pesadelos.


Cristiano Melo, 01 de Junho de 2009.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Prateleira


Devastado na prateleira de um açougue
A formação romântica distorce a realidade
Busca frenética pra aliviar a solidão
Exposto na boutique de carnes inválidas.

Não se pode ser feliz sem estar entregue
Não se vive solitário, pura vaidade
Sentimentos torpes que não passam pelo coração
E a bunda na janela pra mãos sórdidas.

Inadequado e assustado
Dir-se-ia alma penada

Hipócrita e desleixado
Falar-se-ia carne condenada

Escolhas diversas,
Inúmeras oportunidades,
Humano engarrafado
Pasteurizado na prateleira.

Romper com o marasmo aprendido
De se apaixonar para viver
Pois estar só é o mesmo que morto
Garantir-se-ia um lampejo de consciência.

Escolhido e encolhido
Feliz e fodido...

Ou se enxerga como ser que é,
Ou pereça como carne na prateleira
Coberta de moscas esfomeadas
E o romantismo não lhe salva a alma.

Seja,
Esteja,
Só.

O coração clama
Entregue-se a ele,
Pois ninguém lhe leva flores
Além de você mesmo!
Os românticos são estéreis de sentimento.

Cristiano Melo, 14 de Maio de 2009.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Constructo

O dia arrasta lento
Seu rosto em pensamento.
A noite leva ligeiro
Seu sorriso faceiro.

Se relativo é posto em voga o tempo,
Em real esboço trago a esperança
Que tamborilava ansiosa,
Antes de lhe ceder meu momento.

Toma banho,
Escorra água,
Limpa medo,
Enxuga pesadelo.

Com afeto entrego em mãos juntas,
Aquilo que considero sagrado
É, a meu modo, adequado
Que me coloco aparado de pontas.

Pele sensível,
Beijo tranquilo,
Olhos profundos,
Corpos unidos.

Venha então
O que se tem para vir...
Pois do tempo, temo não!
A vida que se pode construir.

Cristiano Melo, 30 de Setembro de 2008.

domingo, 26 de abril de 2009

Sentimento e Fantasia

A fragilidade do ser cria quimeras fáceis
Sonhos que acalentam o solitário ser
Ensimesmado na segurança do cobertor
Escaldado, marinado, assado e cozido!

Encontrar alguém que aparece com anéis
Confunde e encanta o alvorecer
Sentimentos precisam de tempo ou vem a dor
Ou se lançar sem chão ao desconhecido.

Da fantasia que se mostra gentil
A costumeira dificuldade em acreditar
Transformar em realidade sem apego
Acuidade intuitiva juramentada.

Sofrimento gerado pela excitação
Emoções misturadas no cerne do sentimento
Labaredas sólidas que exalam paixão.

Consumar estático o comprometimento
De querer, desejo e imaginação.
Precisa-se para um alicerce vislumbrar qualquer cimento.


Cristiano Melo, 26 de Abril de 2009.

sábado, 21 de março de 2009

Contraponto


Desgosto de capricho
Gosto por sina
Pulula vivo a ferida.

Imperativos e reticências
Exclamações e indulgências
Fumaça sem cor espicha.

Se a dor acompanha a alegria
Duas faces da mesma comida
Mais vivo, morrer seria.

A testa franze com o sorriso
Esquizofrenia da não dita
Escura e doce harmonia.

Equilíbrio de contrapontos
Responsabilidades enxutas
Vaso de cristal sem margaridas.

Cristiano Melo, Janeiro de 2009.

terça-feira, 17 de março de 2009

Aos Verdadeiros Amigos

com máscaras ou sem máscaras, AMIGOS!


Sem julgar ou fenestrar a couraça humana
Com solidário afeto e simples candura
Entram na senda de andarilhos errantes.

Mostram os dentes a outros caminhantes
Que busquem importunar o sono doce
Daqueles escolhidos pela alma irmana.

Longo parcel a trocar sua crosta dura
Desencarnam-se da couraça como antes
Estimulados pelo olhar que acalma.

Reconhecidos que são no caminhar
Entrelaçam-se pelos códigos mudos
Seguindo rumo à liberdade plena.

Amigos são assim entregues e dados
Numa mútua troca de afetos em cena
Daquilo que se pode em amor culminar!

Cristiano Melo, 17 de Março de 2009.



Em homenagem a todos os meus verdadeiros amigos e em especial à Bea e Marcos que terei a felicidade de encontrar nessas minhas férias!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Torpes Afetos II

O que eu tinha a dar
Além de meu afeto...

Corroboras a maneira inconsequente humana
Esbarram-se uns nos outros, sem ética alguma
Só a mais pura vaidade!

E, quando não resta mais nada a dizer,
Além de um "seja feliz”,
Nada resta
Só raiva e frustração.

Recolho-me
Não me desenterre!

Cristiano Melo, 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

Traição

Humilhar o homem a quem dedicou tua mentira,
Trair o bode chifrudo com teu silêncio ditoso,
Amargar a boca beijada com excremento, supura!

Soberba, ludibrias e engalfinhas almas, doloso
Sonsa a mão que escondes de tantas mãos, impura
Não há jeito, maneira, conserto ou sexo gostoso.

Sórdidos ambientes te esfregaram sêmen barato
Encontros pós masturbação informática diários
Volvia insano a cama ao sublimar o sexo negado.

Via filhos e casa própria, cidadela e sutil dromedário
Corcova de esperança familiar enquanto literato,
Estourou com a verdade da angústia, sacode otário!

Cristiano Melo, 09 de Março de 2009.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Torpes Afetos

Atraio quimeras!
Inspiro doces palavras,
Torpes afetos.

Pensamentos inconsistentes
Criam-se e se fortalecem
Na cabeça dessa fantasiosa medusa,
Cobras ludibriosas!

Imano doenças,
Acaricio doentes,
Enlouqueço!
São permaneço
Com esforço.

Desde infante,
Loucos insanos
Tropeçam em meu carinho,
Parabólica de dementes que me tornei.

Não seria diferente dessa vez,
O mesmo mecanismo:
Aproximação,
Dedicação,
Ilusão,
Traição
Da verdade pirada
Nunca existida...

Ave mentira!

Cristiano Melo
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