quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O cavaleiro e a musa



Pulcro Cavaleiro da armadura dourada
Musa encarnada descida do Olimpo,
Relva verde que aos dois arqueia.

Letras amalgamadas em diálogos sagrados
Mortal algum ousaria,
Desconfortar tal encantamento.

Nada mais sagrado na estória que o Amor,
Ainda mais entre seres de tal porte.
Que a vida se encarregou de sorte
A um Cavaleiro e a uma Deusa dispor.

Fadas sairiam dos quatro ventos,
Duendes flechas invisíveis arqueariam,
Humanos leais, barricadas construiriam.
Para velar o sono dos dois sedentos.

Flores brotarão,
Rios transbordarão,
Fios de seda tecerão,
A sagrada trilha tornada real.

Na nobreza da segurança do Cavaleiro,
Deita a suave mão inspiradora da Musa,
Na etérea aparição criativa
A lança de letras é empunhada.

Constroem-se castelos
De sonhos,
De fantasia,
E de realidades afetivas!

E, aos anjos, querubins e outros seres,
Resta o cântico louvado:
Sejam felizes!



terça-feira, 4 de janeiro de 2011




A noite gelada
Embala o sono das aves
Para o novo dia



Ser hermético



Inadequado e
Hermético
Percebo-me.

acreditei em ideias
Defendi-as
Com alegre ousadia.

Perceber-me inadequado
Fez-me chorar
A vida que construí.

E, se pareço amargo,
É tão somente fruto
De mim mesmo.

Fruto da árvore
Grávida de ideais,
Repleta de sementes inférteis.

O humor sarcástico
Que dantes feriu,
Agora me consome.

Triste e inadequado,
Solitário e estranho
Num ninho sem crias.

Descortinar-me,
Necessária
Inquietude vil.

Aprumar-me,
Inadequação
Impossível servil!

Alma decepada
Dilacerada em mil,
Sem linha a coser.

Respiro a amargura
Do que poderia ser
E não fui.

Inadequado!
Mundo que gira
Indiferente.

Entrego o jogo,
Penduro a chuteira,
E concluo:

Mea culpa!



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Lava estrelas onde estava
Pingo d’água cai
Cria-se um haicai





Alegria



Para Denilza



Desafio de escrever algo alegre,
Nasce a vontade de inspirar cores!

Em nossas relações construímos ou destruímos,
Em nossas escritas inspiramos sentimentos,
Em nossos sentimentos bolsas de pensamentos,
E o coração e o cérebro como mediador.

Gosto do sol matinal,
Da lua amarelada no horizonte,
Do ipê amarelo,
De afundar a mão na areia da praia.

Gosto de sorrisos francos,
Do abraço fraterno,
Do beijo no rosto,
De afetos efetivos.

Gosto da escrita bem-dita,
Da fala bem-escrita,
Do dia ensolarado,
Do dia nublado,
Do cheiro da chuva por vir.

Gosto de tudo o que está ao meu redor,
Do momento presente,
E da paz que se têm
Encontrada
E posta em voga!

Lanço o desafio:
Da revolução pelo afeto efetivo!
Que seja doce e iluminado
Como um belo sorriso
De dentes perolados
Venha alegria!





Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...