quarta-feira, 11 de maio de 2016

Sobre ti





Se eu te escrevo
arranco-te do meu peito
sem salva-vidas.
Tomo um espumante
como remédio
o que não se remedia.
Vou deixar-te
fora daqui,
é uma decisão sábia.
As bolhas na taça
parecem contigo
sobe, estoura e pronto.
Quero minha alforria
bebo mais um gole
deixo-te à própria sorte.



sexta-feira, 22 de abril de 2016




O que qualquer um quer
é ser eternizado
na memória do outro.



sábado, 12 de março de 2016

Ai de nós



De seu corpo saem
véus, finos
mais que a seda 
mais fina.
Afaga minha pele
plebe, que sou
a sorte me
sorriu.
E sorriu com
dentes claros
nada arregaçados
e sim alvos
como marfim.
Ai de mim.
Não percebi
o tecido carmim
o que saiu
de mim
em direção a ti
sim, a ti.
Saíram véus
de ambos
escarlates
entrelaçando
dois caçadores
cansados.
Ai de ti.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Bombardeio árabe


Bombas na Síria
por que
mesmo?
Corpos
jogados à pira
silencia
num grito
de poucos.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015




Queria sua mão
agarrada a minha,
como quem se aninha
com medo de avião.



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