quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Catacumbas vitais

Sorria, mostre o dente,
Aperte os olhos e franza a testa
Abra os braços para um acolhimento
Vá em direção ao seu eu, sem medo!

Como manual de auto-ajuda demente,
Entregue-se à estupidez funesta
De acreditar que o sorriso num remendo
Levará a felicidade ao seu lado!

Não há receita, nem conselho.
Não há reza brava, nem macumba.
Não há mandinga, nem pentelho.

Se queres viver livre, emirja da catacumba
Não pare para ver, ouvir, sentir, cheirar, refletir no espelho
A única coisa certa afinal é a sua tumba.




Cristiano Melo, 04 de Agosto de 2010

6 comentários:

  1. Muito interessante, Cristiano. Vivemos entre catacumbas, de onde é preciso emergir.
    Abração.

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  2. Arrasou nessa poesia! Gostei muito!
    Abraços

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  3. Cristiano,

    realmente... precisamos emergir, sair das nossas grutas e VIVER!!!

    abç

    Betha

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  4. Grande poeta Brandão,
    Alegra-me seus comentários e como reafirmar, precisamos emergir, "acordar", "despertar", do contrário já estamos no caixão.
    abraços

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  5. Tita,
    sua leitura sempre me é muito importante, que bom que gostou.
    abraços

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  6. Betha,
    Bem-vinda.
    Isso mesmo, da mesma maneira que escrevi ao Brandão, devemos "despertar" ou já estamos mortos
    abraços

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