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domingo, 17 de agosto de 2014
Versos de adeus
===
Sentirei
pouco,
não muito,
como vós
sentireis.
O que tenho a sentir
é a dor,
pouco.
O que tendes a sentir
é a perda,
muito.
===
A luta em diminuir a dor
assola a minh'alma anos a fio
Dói
muito!
===
Aprendi a
disfarçar o indisfarçável.
Nada além
de tentar vos agradar
ou ainda, não perturbar.
Quem tem uma
dor verdadeira
perene
sabe, como eu,
o tanto que
dói
ouvir sobre
uma dor verdadeira.
Por isto descobri como
mascarar
o que não se fala
o que não se diz
o que é inumano...
o melhor que pude!
ainda assim
escaparam-me soluços
que vos assusteis.
[Imagineis não tivesse omitido]
===
Não há nada a culpar
além da dor em si
é o que vos peço.
Simples como o tempo
que me marca
os segundos,
não suporto mais
o insuportável.
[Talvez apenas quem
me leia agora
e entenda do que falo
poderá compreender.]
No entanto espero
de coração
que conseguireis
superar.
===
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Hora, oras
Já é chegada a hora
De a gente ir embora
Do que já poderia ser
E o que já se foi e não é.
Já fomos, mas não somos
Mais o que seremos
Assim já é hora
De deixar ir embora.
Não temos mais o que éramos
Somos outros apesar de mesmos
Em caminhos separados
Sem olhar para os lados.
Deixe-me ir
Como te deixo
Já tivemos nossa hora
Oras, vamos agora.
Ir embora do que foi
Deixar o novo entrar
Separar já não dói
Apenas vamos embora, sós.
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