Mostrando postagens com marcador budismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador budismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Morte

(Interior da Roda da Vida, tanka do budismo tibetano: a serpente, o galo e o porco simbolizando
desejo, falta de controle de si e ignorancia, dando movimento ao ciclo)
 








Desde a fecundação estamos mais próximos da morte.
O medo acompanha o ser desde seus primórdios,
Não há o que fazer da biológica sorte
Alguns sábios a gozam sem remédios.

Há mortes em vida, da mãe que perde sua cria,
Da violenta consciência da ilusão,
Do calvário exposto da mazela social,
Da falta de solidariedade de um beco fraterno.

O ciclo já é fechado em circuito
Nasce e morre, a despeito de seu medo
E angústia, pressão que aumenta sem intuito.

Impressão dissolvida da alma no feudo
Tempo impassível a descolorir o morto,
Jaz a morte para um recomeço estrelado.

Cristiano Melo, 30 de Julho de 2010.

terça-feira, 2 de junho de 2009

O caminho

por do Sol em Fortaleza, no alto mar

Cambalear errante por entre linhas escusas,
Tatear o lado escuro penetrante,
Sentir o cheiro da vida e da morte.

Questionar o inquestionável,
Saborear a fruta do conhecimento,
Eriçar o pelo com frio na espinha.

Solucionar questões e abandoná-las,
Escutar passos de seu humano vizinho,
Observar o horizonte e o início.

Estar no caminho da vida e da morte
Ser o que se é
Nadar contra a maré.

Cristiano Melo, 02 de Junho de 2009.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...