O desejo vence o cansaço!
Entrementes, o verme, entrevado, continua
Na carne querente de avanço.
O cansaço vence o desejo!
Sobretudo, a carne, passiva e seminua
Deixa-se ao verme em festejo.
Dançar sob a Lua,
Nu em pelo
Só mais um apelo
Sem voz nenhuma.
Correr em pleno dia
Escroto solto balança
Nudez que não avança
Leva preso sociofobia.
Quer descansar e desejar
Talvez agora consiga
No leito atado, drogado,
Apartado do verme que lhe comia.
Cristiano Melo, 03 de Setembro de 2009.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Montanha russa

Há dias de acreditar na sorte
Sorrir pro dia
Olhar os pássaros no céu
E ser um forte.
Há dias de descer a fossa
Ficar quieto na cama
Olhar o teto sem alegria
E ser um forte.
Há dias de marasmo e melancolia
Pensar no que se podia
Olhar as crianças brincarem no parque
E ser um adulto.
Há dias de ser sábio
Reunir pensamento, sentimento e sensação
Expressar este amálgama em sinais
E ser um humano.
A percepção como uma montanha-russa
Nos trilhos, um caminho
No carro, um meio
E ao fim, um ser que cansa.
Cristiano Melo, 10 de Junho de 2009.
Sorrir pro dia
Olhar os pássaros no céu
E ser um forte.
Há dias de descer a fossa
Ficar quieto na cama
Olhar o teto sem alegria
E ser um forte.
Há dias de marasmo e melancolia
Pensar no que se podia
Olhar as crianças brincarem no parque
E ser um adulto.
Há dias de ser sábio
Reunir pensamento, sentimento e sensação
Expressar este amálgama em sinais
E ser um humano.
A percepção como uma montanha-russa
Nos trilhos, um caminho
No carro, um meio
E ao fim, um ser que cansa.
Cristiano Melo, 10 de Junho de 2009.
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