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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Poesia celeste

O céu, sempre o céu
A inspirar beleza em dias melancólicos
Frestas da corrente diabólica.

A Lua, indiferente
Adorna este céu,
Com suas súditas estrelas.

Pobre diabo, o poeta
Que fica a ver poesia,
Em astros celestes.

Enquanto escarnecem sua pele
Sua verve incompreendida
Folha que tenta não cair do galho.

Após a queda,
A Lua e as estrelas descem
E transformam o poeta inerte.

Fugazes lampejos de irreal poesia
Metáforas atávicas impregnadas
De sua mais nobre essência.

Cristiano Melo, 09 de Julho de 2009.
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