A inspirar beleza em dias melancólicos
Frestas da corrente diabólica.
A Lua, indiferente
Adorna este céu,
Com suas súditas estrelas.
Pobre diabo, o poeta
Que fica a ver poesia,
Em astros celestes.
Enquanto escarnecem sua pele
Sua verve incompreendida
Folha que tenta não cair do galho.
Após a queda,
A Lua e as estrelas descem
E transformam o poeta inerte.
Fugazes lampejos de irreal poesia
Metáforas atávicas impregnadas
De sua mais nobre essência.
Cristiano Melo, 09 de Julho de 2009.