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terça-feira, 27 de julho de 2010

Veneno



Vaso venoso periférico sentencia
Os mais calibrosos tentam um desvio.
E o veneno indiferente circula,
Levando ao centro sua química configuração.

Desde a picada e sua inoculação,
Fígado e rins tentam coibi-lo
Danos que, se reversíveis, deixarão sequela.
O corpo assiste, passivo, sua falencia.

A cobra que pica com palavras
Afeta em graus variados o moribundo
Frases transformadas em veneno para cabras.

Cabra macho que cai nauseabundo
Hipertensão, depressão, angústia, larvas!
É o ganho de sua ingenuidade pelo mundo.


Cristiano Melo, 27 de Julho de 2010.

sábado, 4 de julho de 2009

Ingenuidade

Ingênuo, responde ao adulto
Com a criança imatura
Chora por algo além...

Fatos que transportam,
Do hoje a uma era.

Esfrega!

Faz chover na sua palma,
Ora a sorte fétida.

Lacra calabouços escancarados,
Qualifica.

Com a linguagem,
Língua!

Verbaliza o guardado,
Com maturidade,
Sem distração.

O que se foi, não é
O que é, se irá.

Não confunda
O poço raso que se afogam
Seus pares insanos...

Independencia já!

Cristiano Melo, 04 de Julho de 2009.
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