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domingo, 28 de julho de 2013

Simples




A sorte trouxe amarguras
Do fundo onde te seguras
Beber a água do futuro
É mais que saltar um muro.




sábado, 1 de dezembro de 2012

Sobras



Hoje não há burburinho
Na rua ao lado da praia
Nem o vento conta o tempo___________
Não vem... Não vem... Não vem... Não!




terça-feira, 23 de agosto de 2011

*Encantamento





Poderia não te ver
Observar-te apenas
Pela realidade dura
De meu julgamento vil.

Como encanto te perder
Ainda que sem as pernas
De uma paixão bela e pura
Com a ótica de um funil.

Apegar-me a uma parte
Que me mostraste de pronto;
Seria deixar a sorte
Jogada, só, a um canto.

Não quero mais este ser
Um engessado mecenas
Morto em sua própria agrura
Mais uma vez ignóbil.

Vejo-te além das partes
Não pudicas, meliantes;
Além do olhar apertado
Em meu peito registrado.

Ah, Estou encantado!


* Poema a ser integrado à Métrica do meu novo livro "Da métrica ao caos" pela Editora Novitas. Aguardem!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Meus calos



O calo do pé direito
Faz menção ao usufruto.
Fruição deveras farta
De um gaudério batuta.

O do pé esquerdo dói
Oriundo de pisadas.
Pisão que quase destrói
Sentimentos e risadas.

As protuberâncias duras
Com ou sem líquido dentro:
Reflete de carnes puras
Calejadas pelo centro.



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