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domingo, 19 de abril de 2009

Vulnerabilidade

Desconcertante a percepção da vulnerabilidade,
Encontrar-se com alguém de um presente parado,
Que desperta síncopes de virilidade,
Inspirações no ser mundano, desenraizado.

Quisera embalar controlável a razão
Que teimosa corrobora, inconsequente,
A estranha descrente sensação
De ainda poder sonhar, delinquente!

Diferentes mundos, tão próximos...
Universos paralelos, tangenciáveis,
Entorpecidos na reciprocidade da íris.

A já costumeira e frustrante verborragia
Salta alegre por meio de incontidas palavras.
Unge em óleo sagrado a vulnerável alma macia,
Desconfiado em meio às inevitáveis prosas.

Beijar após décadas de encontros e desencontros...
Olhar estrábico que procura o outro,
Abraço que faz pulsar de pronto.

Mais uma quimera?
Um sonho a virar pesadelo?
Entregar-se para o vazio?
Quem sabe da possibilidade?

Vulnerabilidade!

19 de Abril de 2009.
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