Desconcertante a percepção da vulnerabilidade,
Encontrar-se com alguém de um presente parado,
Que desperta síncopes de virilidade,
Inspirações no ser mundano, desenraizado.
Quisera embalar controlável a razão
Que teimosa corrobora, inconsequente,
A estranha descrente sensação
De ainda poder sonhar, delinquente!
Diferentes mundos, tão próximos...
Universos paralelos, tangenciáveis,
Entorpecidos na reciprocidade da íris.
A já costumeira e frustrante verborragia
Salta alegre por meio de incontidas palavras.
Unge em óleo sagrado a vulnerável alma macia,
Desconfiado em meio às inevitáveis prosas.
Beijar após décadas de encontros e desencontros...
Olhar estrábico que procura o outro,
Abraço que faz pulsar de pronto.
Mais uma quimera?
Um sonho a virar pesadelo?
Entregar-se para o vazio?
Quem sabe da possibilidade?
Vulnerabilidade!
19 de Abril de 2009.