quarta-feira, 4 de setembro de 2013
sábado, 17 de agosto de 2013
O Rugir do Silêncio
E eis que a prisão neste mundo
Deixa-me incompleto e mudo
Se o silêncio fala demais
Moribundo, o meu hurra; ruge.
Com celas de pétalas dos rosais
A encarcerar tudo ao redor, foge!
Tudo dentro do silêncio que me come
Devora e destrói o que não se constrói
A alma não está mais incólume
Sem aquela estória de sentir o coração.
E eu, meu bem, já morri
Não me procures mais
Já me fui, corri
Para além do cais.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Soneto da carne
Das pessoas, gosto das que voam.
Suas asas fantásticas de fadas,
Serafins ou querubins como queiram;
Disfarçam a ajuda nas escadas.
Das pessoas, prefiro aos ditos loucos.
Varridos ou não de onde vivem poucos
A verdade está por lá, não é fácil,
Encontrar em ambiente tão grácil.
Aprenda a voar por sobre as coisas ditas.
Seja louco varrido da pasmaceira
Que é a vida com reta certeira.
Quiçá encontre afinal o que gostas
Ser com suas próprias abas sem beira e
Sonhar de olhos abertos pelas frestas.
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