
Há um vazio,
Um buraco
Em todos os conscientes
Seres sencientes
Que sofrem e buscam tapá-lo
Com o que veem pela frente.
Bebida,
Droga,
Companhia,
Outra companhia
E outra...
Quanto mais se busca, mais se afasta
Da realidade do vazio
Mais se encontra nada.
Quanto mais se consolida
Os hábitos de procura
Criam-se vícios sóbrios.
O buraco é próprio,
Nada, nem ninguém, pode preenchê-lo
Só o pobre mancebo
Que deve concebê-lo,
Como seu aliado e amigo
O meu buraco vazio!
Cristiano Melo, 15 de Abril de 2009.
Um buraco
Em todos os conscientes
Seres sencientes
Que sofrem e buscam tapá-lo
Com o que veem pela frente.
Bebida,
Droga,
Companhia,
Outra companhia
E outra...
Quanto mais se busca, mais se afasta
Da realidade do vazio
Mais se encontra nada.
Quanto mais se consolida
Os hábitos de procura
Criam-se vícios sóbrios.
O buraco é próprio,
Nada, nem ninguém, pode preenchê-lo
Só o pobre mancebo
Que deve concebê-lo,
Como seu aliado e amigo
O meu buraco vazio!
Cristiano Melo, 15 de Abril de 2009.