Queria encontrar uma parceria
para adentrar vida afora
ficar confortável com o dia
alegrar quando acordar amassado
do travesseiro travesso.
Eis que encontrei você
meu amor que me faz cantar
no chuveiro e fora dele
queria felicidade e encontrei
viver assim é demasiado alegre.
Poema sem rimas
de versos livres
é o que me inspira
este amor que surge
num momento de felicidade.
Encontrei uma parceria
estou confiante e perplexo
não esperava mais
encontrar alguém
que me compreendesse.
Compreensão mútua
é mais do que gostar
é mais que se apaixonar
é sim amar
por que não?
Escrevo estes versos
soltos como o vento
pois me sinto assim
e você me faz sentir isso
e sei que faço o mesmo.
Se as penas de penas
vão cativar ainda mais
a gente neste amor,
viveremos o que há
pra se viver e já é mágico.
Divago em meio a plumas
suaves como asas de pássaros
faceiras como palavras
realistas como namorar
só posso afirmar o amar.
Se o navio naufragar
por questões alheias
ou pelo canto de sereias
já terei tido o encanto
e isso sela o meu canto.
Não me importa se é viagem
se é miragem
se é passagem
para mim é verdadeiro
suspiro ligeiro.
Apesar de tantos mas
eu intuo que não é passatempo
é sim algo recíproco
e de alegre alegria
vamos sim viver esta euforia.
Venha, vamos seguir
juntos e felizes
nada mais a escrever
sobra viver
com pérolas nos olhos.
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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
terça-feira, 28 de novembro de 2017
Reciprocidade
O ardil de um sentimento
é uma hecatombe próxima
da pequena morte,
gozar a palavra com mel.
é uma hecatombe próxima
da pequena morte,
gozar a palavra com mel.
Se a reciprocidade vem
a feliz andança descobre
que valeu a pena esperar
e não se entregar à falta.
a feliz andança descobre
que valeu a pena esperar
e não se entregar à falta.
Sentimos, logo existimos
é a máxima de uma relação
de vida em sua sorte
viva-se e é, sendo recíproco.
é a máxima de uma relação
de vida em sua sorte
viva-se e é, sendo recíproco.
Recíprocos sonhos de nuvens
passeantes por meio de um céu
floreado com formas belas
de uma verdadeira aquarela.
Assim seja!
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terça-feira, 5 de setembro de 2017
Bom dia
Sou do dia
Algo que os odores e
Imagens me regozijam
E apetecem.
Não sou notívago
Mas posso visitar a noite
Quando bem entender
Pois sou líquido.
E como líquido
Permeio espaços e tempos
Levando minha dose
Forte e suave pra quem me dirijo.
Nada melhor que o dia
Pra quem é do dia
Receber-me de manhãzinha
Com meu odor e prazer.
Bom dia de seu café!
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domingo, 27 de abril de 2014
Meu poema, minha verdade
Não é que a culpe por ter me deixado triste
a ponto de cortar os pulsos em vão
não
Não é que te telefonar com alegria e entusiasmo
acarrete nas palavras de desestímulo de sempre
acarrete nas palavras de desestímulo de sempre
nada disso
Da vez que me entupi de barbitúricos
quando não encontrava saída para a dor
infligida na alma e fui parar numa UTI
não teve nenhuma ajuda de tua parte
a tal fim, uma vez que falas apenas a verdade
Não mesmo
A coerência social nos ensina veemente que a escolha
e responsabilidade é única e exclusivamente
de quem escolhe. ser solitário
de morte e nascimento. ninguém é responsável
Muito menos tu que conheço desde meu nascimento
embalando o berço emprestado de alguém
és um anjo que da boca só saem flores,
incentivo, motivação, conforto, solidariedade...
Da vez que o monóxido de carbono apenas me trouxe mazelas
não foram tuas palavras justas e amáveis que me afetaram
já tenho a própria vontade inata de partir
a mim é cabido a responsabilidade, já fora dito
Não é que não saibas escutar e apenas falar
tua fala sem ouvidos levaram-me para todo lado
mazelado
somente o ser que escolhe há de ser responsabilizado
somente o ser que escolhe há de ser responsabilizado
Tiro
A minha própria vida
Tiro
Sou quem escolhe, não é? pois não há do que choramingar
reze ao teu deus misericordioso, reclame
faça o que sabes fazer de melhor, fale, fale, fale, fale...
até cair a língua quando o meu pó já fora varrido a eras
Pedir-te clemência já não há mais sentido
por isso as letras nestes versos
impelido que fui a escrever
meu último espaço verdadeiro
impelido que fui a escrever
meu último espaço verdadeiro
Meu silêncio é a minha verdade
as letras o corpo
as letras o corpo
a inspiração respira...
E, no meu poema
a tua fala é a mentira
E, no meu poema
a tua fala é a mentira
transmutada em fumaça inerte
apenas não tem mais poder
apenas não tem mais poder
Foi ilusão pensar que poderia escapar
de minha sina
um sonho quase tangível
desmanchado por tua porca mente
desmanchado por tua porca mente
Neste espaço, sou quem determina as regras
as palavras, a verdade e a mentira
o desconforto e o confronto
da dor que me foi talhada décadas a fio
Aqui eu posso escrever que a mentira é a verdade
Verdade
Mentira
Ilusão que não faz mais sentido algum neste impasse
não desejo algo mais da vida
a verdade é a mentira
Morto não tem sina e a verdade que te anima
o dinheiro
será teu pior pesadelo
quando ficares rica com a minha morte.
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quinta-feira, 27 de março de 2014
Meu silêncio
Que solidariedade não rima com religião;
Amor é atemporal e de qualquer região;
Falsas promessas e "boa vontade" lotaram o Inferno
O capeta está inaugurando o Hot Village XXIII
Com sucesso e disputa por metro quadrado;
Perdão é algo para a polícia resolver
Já não tenho mais paciência, entra na fila ali ó!
Que aceitar o outro é uma mão de via dupla
Do contrário, tragédia na certa.
Amor é atemporal e de qualquer região;
Falsas promessas e "boa vontade" lotaram o Inferno
O capeta está inaugurando o Hot Village XXIII
Com sucesso e disputa por metro quadrado;
Perdão é algo para a polícia resolver
Já não tenho mais paciência, entra na fila ali ó!
Que aceitar o outro é uma mão de via dupla
Do contrário, tragédia na certa.
Meu silêncio fala mais que gritar minhas verdades.
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domingo, 10 de novembro de 2013
A aleatoriedade do caos
American Horry Story, 2013, FOX
A aleatoriedade do caos
Enquanto alguns vivem sem surpresas
Outros sofrem tragédias
Nada além do aleatório
Pode ser você
Pode ser eu
Qualquer um que esteja vivo ou vivendo
Tragédia! Caos! Vida!
O que seria tragédia para alguns
Nada mais é do que um sorriso amarelo para outros
O sorriso amarelo para quem sofre de vida
Nada mais é que culpa-cristã, hipocrisia...
A vida e o caos não são o que se costuma chamar destino
É apenas causalidade, sorte
Ninguém nasceu para grandes feitos
Tampouco para sofrer dores extenuantes sem cura
Apenas a aleatoriedade do caos
Com isso dito, sente-se melhor caro leitor?
Não, claro que não!
Então se sente
Viva o que há de ser vivido
O prato já não está servido
Sente-se!
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domingo, 6 de outubro de 2013
Ilusões renitentes
Quantas vezes se pode aventar enganos?
Há um número definido para tal feita?
E mais, quantas indagações lhe são pertinentes?
Tendo-se passado algumas décadas com panos
Em venda nos olhos no intuito de ter por certa
A vida e realidade no bojo acurado, renitentes.
Pulsa
Pulsa
Pulsa
O que exatamente?
O coração bombeando o sangue
Ou outra coisa mais sutil?
Pulsa
Pulsa
Pulsa
Na sobrevivência do ser em meio ao labirinto de viver
Algo se perde, tanto se encontra e mais se enxerga
Salutar perder e se encontrar, com a certeza de não se ter
Quisera que suas quimeras pudessem lhe tornar pirâmide
Parabólica de energias incompreendidas na verga
Quanto mais se acredita encontrar mais se fica distante
Pulsa
Tum Tum
Pulsa
Tum Tum
Far-se-ia carne onde espaços vazios são criados
Onde se deixa pulular de propósito ingênuo
Os encontros que lhe são tomados
Tem-se amor, paixão, raiva, rancor, e tudo o mais no coração
Vai-se feliz, cambaleante, tropeçando em si mesmo
A vida pulsa e é assim. Nada além.
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sábado, 22 de junho de 2013
Só pé
Pé para fora
Pé para dentro
Pé na bunda
Mão na face
Mãos são bonecas de fincar os dentes
Quebra daqui
Conserta dali
Tem-se o brinquedo
Pés são aranhas treinadas
Vão pra lá
Vão pra acolá
Tem-se o brinquedo
Tic tac
Tic tac
...
Trocam-se as mãos pelos pés
Tic tac
Tica tac
...
Há desbunde na Terra do Sol!
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sexta-feira, 29 de março de 2013
Fantasia
Pensara em terem me arrancado as asas
No chão atrelado sem conseguir alcanças as nuvens
Pés presos e mãos estendidas, dor nas costas rasas
Tentava escapar como de costume das fuligens
Qual não é o estranho som da solidão
Quando despertas de uma fantasia
Não me cortaram asas nem alegria
Nunca as tivera quando me veio a razão
Não pude mais voar
Engolir fumaça era o que me restara
Se é que havia voado para algum lugar
Imóvel chorando o penar do agora...
A triste razão, se a tenho é porque nunca tive asas
Solitário, hermético, apático, assustado e, no chão!
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domingo, 2 de dezembro de 2012
Babilônia
Babilônia de ideias
A língua manifesta
O dedo aponta
Chega de odisseias.
O diferente não tem vez
No coração do igual
Batalhas empreendidas com solidez
Conflitos do humano mortal.
Não aceitar o sexo
Confrontar a cor da pele
Cuspir no idoso, perplexo.
Doutrinas que exortam a plebe
Ideologias sem nexo
Destrói o ser e o engole!
Mofo
Mofo, fungo, hifas e brotos,
Bactérias
Vírus
Parasitas!
Convivem conosco diariamente,
São seres dos seres,
Em equilíbrio,
A mais pura saúde
Basta a balança pender,
Têm-se uma doença
Meu coração foi tomado,
Meu cérebro não resta quase nada
O fígado já não responde
E os pulmões não dão nem mais uma baforada
Quem causou tal desequilíbrio,
Além de mim mesmo?
Nada a responsabilizar,
Nem aos seres dos seres
Nem a mim mesmo.
Cristiano Melo, 25 de Fevereiro de 2009.
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sábado, 13 de agosto de 2011
A Matilh@
Poema dedicado à Matilh@
Ao intentar não trazer
Agruras para a sorte
Aos amigos de distante
E próximo amanhecer
Fez-me tarde perceber
O quão inoportuna
Foi a escolha gatuna
Sumir para proteger.
O sol veio e não soube nadar
Por inépcia ou infeliz falta
Deixei preocupada a malta
A quem não queria atormentar.
Por medo de naufragar
Levando restos do sonhar,
Pulei ao bote, antes não salvar!
Foi pior, tudo afundou até velar.
______________________________
Por escolha infeliz
Pulei da nau para poupá-la:
Afoguei-me e ela afundou...
______________________________
Perdoem-me,
Sou apenas mais um
Só mais um ser
Que tenta
Sim, tenta
Ser
Tenta
Amar
Tenta
Alegrar
Tenta
Não causar danos
E tudo o mais que segue...
Embora, tenha ido em má hora
Melhor teria sido
Não me ter ido
Perdão!
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terça-feira, 1 de março de 2011
Constructo
O dia arrasta lento
Seu rosto em pensamento.
A noite leva ligeiro
Seu sorriso faceiro.
Se relativo é posto em voga o tempo,
Em real esboço trago a esperança
Que tamborila ansiosa,
Antes de lhe ceder meu momento.
Toma banho,
Escorra água,
Limpa medo,
Enxuga pesadelo.
Com afeto entrego em mãos juntas,
Aquilo que considero sagrado
É, a meu modo, adequado
Que me coloco aparado de pontas.
Pele sensível,
Beijo tranquilo,
Olhos profundos,
Corpos unidos.
Venha então
O que se tem para vir.
Pois do tempo, temo não!
A vida que se pode construir.
Seu rosto em pensamento.
A noite leva ligeiro
Seu sorriso faceiro.
Se relativo é posto em voga o tempo,
Em real esboço trago a esperança
Que tamborila ansiosa,
Antes de lhe ceder meu momento.
Toma banho,
Escorra água,
Limpa medo,
Enxuga pesadelo.
Com afeto entrego em mãos juntas,
Aquilo que considero sagrado
É, a meu modo, adequado
Que me coloco aparado de pontas.
Pele sensível,
Beijo tranquilo,
Olhos profundos,
Corpos unidos.
Venha então
O que se tem para vir.
Pois do tempo, temo não!
A vida que se pode construir.
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