terça-feira, 5 de novembro de 2013

7º BookCrossing Blogueiro





Caro leitor, mais uma vez participo, divulgo e convido do/ao BookCrossing Blogueiro capitaneado pela queridíssima Luma. A ideia é simples, solte um de “seus” livros em qualquer lugar público e escreva que este livro está ali para ser lido e depois deixado para ser encontrado e lido por outra pessoa e... Dar asas ao livro para encontrar leitores. Ler é uma aventura, o livro também pode viver uma. Pratique o desapego e participe do 7º BookCrossing Blogueiro e para deixar ainda mais interessante, fotografe a sua “soltura” e poste na página do Face Book ou no blogue da Luma. Já tenho ideia do que irei libertar desta vez. Lembrando que o período desta edição será de 8 a 16 de Novembro de 2013. 



segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Interlúnio

imagem de American Horror Story, FOX 




Coligia chorrilhos de contrição
Lançados aos ladrilhos macambúzios.
Compungir-se de feitos, ora não!
Quebrantar tinos ditosos, ora vazios!

Amedrontado por fantasmas,
Por humanos, por micro-organismos,
Por células, genes, enzimas...
Regozijava-se em pular abismos.

Ciclo ininterrupto da vida é
A raiz de seus infortúnios.
Interrompida fosse, como em interlúnios,
Poder-se-ia caminhar com o próprio pé.

Parar ou continuar, eis aqui um impasse!
Se vais ou não sustentar suas escolhas
Malditas ou não, seria bom que chorasse
Pela sórdida mão estendida cheia de bolhas.

Pudesse fugir, para onde iria?
Vermes acompanham de perto
A hora de refestelar-se com alegria
Daquela alma perdida por certo.

Pudesse gritar, quem ouviria?
A família pronta para te internar?
Ou o cachorro lambendo a virilha?
Nada que faça irá modificar.

Pudesse morrer, morreria.
Sem o tempo no teu calcanhar
Nem a lembrança da selvageria
Que é tentar o outro aceitar.



Passo!


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Diagnóstico



Algo de estranho começa a acontecer.
As pernas já não te levam para onde queres,
As mãos entortam os dedos quebrados em halteres,
A coluna dói e finda por endurecer.

De súbito, nem sabes como, muito menos quando;
Já estás a receber veneno na veia para melhorar.
Veneno! Este é o tratamento daquilo estranho a lhe dar
Melhora de um lado, piora do outro, um espanto.

Trôpego, tropeçando nas pernas recebe o diagnóstico:
Letras, números e uma doença com nome impronunciável...
E a pergunta na cabeça zonza, de que serve o nomeável?
Alívio ou cura não existem para algo deveras fatídico.

Incurável, grave, autoimune e tens que aprender
A aceitar que terás de tomar veneno o resto da vida.
O que lhe sobra dela, até o anoitecer,
Quando a morte talvez lhe cure a ferida.


Talvez! 



terça-feira, 29 de outubro de 2013

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Em dias de lágrimas
Sem canto de sabiá _______
Espere o verão




terça-feira, 22 de outubro de 2013

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Sabiá presente
Fora voando contente ______
Caiu numa rede




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