quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Adeus

Órfão do amor
Com o coração partido
Tentando apagar a dor
Sigo o meu caminho...

Sirvo-me do que aprendi
Dissecando fundo as cicatrizes
Para suavizar as matizes
Da desilusão torturante!

Sou um guerreiro andante
Que segue errante
Por entre as linhas escusas
De todas as minhas musas

Dor viva
Lancinante
Abusiva
O bastante

Machuca, corrói,
Espanca, destrói.
E assim, na dialética, constrói
A cicatriz desta dor

Penso, reflito
E repenso aflito
Que talvez esta dor
Sempre vem com o amor

Estupefato percebo
E logo concebo
A única opção:
Esquecer do coração...

Esquecido do amor
Consigo viver
Órfão de ter
E não querer mais esta dor

Por isto, ADEUS meu amor!!!

Cristiano Melo, 2005

10 comentários:

  1. Tem um lado bom nas dores do coração: nos engrandecem. Soibreviver a elas, mesmo com cicatries e hematomas, é teste de bravura e força pra nós humanos idiotas. Se conseguimos, estamos mais invulneráveis para a próxima.

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  2. Marcos, meu caro afilhado, são sempre testes a nós, ridículos seres humanos, somos apenas ridículos. E, a vulnerabilidade, há de ser trabalhada com muito cuidado. Muito obrigado
    abraços

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  3. Vaumsupô...que a vulnerabilidade não seja ridícula?

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  4. ...beijos...
    ...sempre doces
    ...sweet Cris...

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  5. CD, vamusupô não, ela, a vulnerabilidade é imprescindível...obrigado querida, beijos

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  6. Cherry, que ilustre visita, espero podermos manter mais contato agora,
    beijos e obrigado

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  7. Não vamusupô é VaUmsupô..faz toda a diferença rssss
    Ai, a blosfera é tão mais livre

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