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domingo, 26 de fevereiro de 2012

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Pela sucupira
Cupins fazem suas casas
Não há que falar






sábado, 7 de agosto de 2010

Suicídios

Fotografia de Alexsandro Melo


Já tentei exorcizar meus infortúnios com bebida,
Mistura de barbitúrico com nicotina,
Anfetaminas e ansiolíticos de esquina.

Já tentei cortar os pulsos da palavra não-dita,
Enforcar o vexame do escândalo da mentira
Saltar do prédio com as costas na brisa.

Dizem que somos responsáveis pelos nossos atos
A felicidade e o sofrimento dependem de nós.
E a quem responsabilizar pelo fato entreatos?

Responsabilizar-se pelo que se diz e age como algoz
É no mínimo hombridade, mas qual o que de hiato.
O pobre diabo já nasce sem braços pra se quebrar sua noz.

Volto às divagações, meditar sobre as ações
Que eu me responsabilizo, sem óculos pra enxergar
O livro de palavras soltas que é a sua hedionda alegria.

Abra na página da confiança, energúmenas mutações
Do que se diz e como se age, livro sem leitura e com par,
De óculos para apunhalar no alvo que lhe cabia.


Cristiano Melo, 07 de Agosto de 2010

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cirurgia Bucal


Mucosa úmida, contorna dentes experientes
Epitelial, conjuntivo, ósseo
Intervenção cirúrgica necessária
Dos tecidos a recuperar.

Química e física,
Principiam a arte em manuseio.
Biologia e fisiologia,
Norteiam a prática do artista.

Tic Tac, o relógio do tempo urge
Conversas descontraídas
Numa praia a ser desvendada
Ondas azuis e pérolas encontradas.

Cuidado e esmero no preparo
Do tesouro perolado,
Em colar transformado,
Curvo em arcada dentada.

Tic tac, o tempo repara
Os tecidos inflamados se restauram
Artista e colar de perolas sorriem,
É feita a mágica da confiança.

Cristiano Melo, 22 de maio de 2009.
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