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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Lançamento do livro "CULPA DE MÃE" de Vanessa Anacleto



Caros leitores,

Abro espaço aqui para divulgar o lançamento do livro da escritora Vanessa Anacleto do Fio de Ariadne. A seguir reproduzo parte da resenha do livro:


Culpa de mãe
Culpa, culpa, culpa. Quando uma criança nasce, junto traz este sentimento de presente para a mãe. E nós sabemos que carregaremos a tal da culpa muitas vezes em nossas vidas. Melhor acostumar, aprender a lidar com ela. São vários os motivos que desencadeiam a culpa. O dilema maternidade x trabalho é campeão. Basta desejarmos ter filhos.


Assim que eles nos chegam, embrulhados em nossos maiores sonhos, acordamos para a realidade a nos lembrar que fazemos parte de uma sociedade bem diferente daquela em que nossas avós viveram. A maioria de nós precisa trabalhar em uma atividade remunerada, muito mais pela remuneração do que pela atividade em si. Mas precisamos trabalhar por realização pessoal também, o que, é claro, não constitui crime algum, pelo contrário e , acima de tudo,  amamos nossos filhos, esses pequenos grandes seres que dão uma nova dimensão às nossas vidas. 

Queremos estar com nossos filhos. Ver seus primeiros passos, ouvir o som divino das primeiras palavras balbuciadas. Queremos conhecer seus primeiros problemas e saber de suas vitórias . Queremos estar lá sem deixar de sermos nós mesmas. Queremos ser mães. Alguma coisa contra?

Fernanda, a personagem principal de Culpa de mãe, deseja apenas ser mãe de seu bebê. Faltando poucos dias para o término da licença maternidade, a a nova mãe descobre que não quer deixar a filha apesar de ser muito feliz profissionalmente. A partir de então, inicia uma busca pela solução do seu dilema. Uma solução pessoal e intransferível.

Para saber mais e ler o primeiro capítulo, visite http://www.culpademae.blogspot.com

sábado, 7 de agosto de 2010

Suicídios

Fotografia de Alexsandro Melo


Já tentei exorcizar meus infortúnios com bebida,
Mistura de barbitúrico com nicotina,
Anfetaminas e ansiolíticos de esquina.

Já tentei cortar os pulsos da palavra não-dita,
Enforcar o vexame do escândalo da mentira
Saltar do prédio com as costas na brisa.

Dizem que somos responsáveis pelos nossos atos
A felicidade e o sofrimento dependem de nós.
E a quem responsabilizar pelo fato entreatos?

Responsabilizar-se pelo que se diz e age como algoz
É no mínimo hombridade, mas qual o que de hiato.
O pobre diabo já nasce sem braços pra se quebrar sua noz.

Volto às divagações, meditar sobre as ações
Que eu me responsabilizo, sem óculos pra enxergar
O livro de palavras soltas que é a sua hedionda alegria.

Abra na página da confiança, energúmenas mutações
Do que se diz e como se age, livro sem leitura e com par,
De óculos para apunhalar no alvo que lhe cabia.


Cristiano Melo, 07 de Agosto de 2010
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