terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Amor

Das pinturas de amor feitas por mim
Todas tinham seu brilho e desencanto,
Cores sulcadas em tela marfim,
Dores apontavam meu desalento.

Inspiração trazida pelas musas,
Quadros de imagens belas que amedrontam.
Traiçoeiras desculpas por escusas
De amores disfarçados que se mostram.

Jogo fora os pincéis e as aquarelas,
As telas permanecem nas paredes,
Esperança e memória cortam tardes.

Desafio de viver sem flanelas;
Amar esta labuta sem as sedes;
Matar a esperança presa nas redes.



Um comentário:

  1. «Matar a esperança presa nas redes.»

    Excelente poema. Abraço.

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