sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Viagens Tortas

Fadas e gnomos dançam à fogueira
Chá quente: cogumelo com zabumba.
Demônios e arcanjos sobre a tumba
Percepção alterada e derradeira.

Desenhos animados coloridos,
Cigarro de maconha bem malhada.
Trismo muscular em dentes moídos,
Pó branco na narina que é sangrada.

Viagens que levam de um certo lugar
Para outro, que não será o mesmo.
Alucinações de mente a viajar.

Tem-se aí a violência dita a esmo,
Vida que não se afeta no jantar!
Indiferente,
o viajante é o mesmo.



4 comentários:

  1. Acho que a droga deve ser assim, um grande barato temporário que resulta numa volta amarga e meio cruel, e nada muda pro viajante.

    Beijos

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  2. Andrea,
    "forte e coeso" adorei a expresão, talvez seja por aí a minha poesia, humildemente, gosto de pensar que meus poemas sejam assim. Seu poder de síntese é impecável.
    Obrigado mesmo
    beijos

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  3. Cris,

    Nada muda, nem se tomar chá de erva cidreira! Tem-se o efeito do entorpecente e depois o NADA! Enquanto os seus desdobramentos continuam por "baixo", afetando, principalmente, nossos jovens.
    Obrigado

    beijos

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